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O CARTEIRO DA SAUDADE

A memória dos tempos passados é feita de objectos que a perpetuam. Aqui, cada peça conta uma história. E existe a possibilidade de ambas passarem a fazer parte da sua vida. Não falamos de antiguidades, falamos de peças com história. Desfrutem!

O CARTEIRO DA SAUDADE

A memória dos tempos passados é feita de objectos que a perpetuam. Aqui, cada peça conta uma história. E existe a possibilidade de ambas passarem a fazer parte da sua vida. Não falamos de antiguidades, falamos de peças com história. Desfrutem!

As Chávenas da Mãe

28.11.14 | DonaHistoria

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Era uma mulher como qualquer outra. Nascera em Santarém no seio de uma família de classe média. O seu avô era um homem bem conhecido por aquelas bandas, administrador de distrito, bem posicionado na administração pública. Corria os anos 50, e a pequena, que era de boas famílias, veio estudar para Lisboa. Queria ser enfermeira! 

 

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A enfermeira apaixonou-se por um médico, vindo a casar com ele anos mais tarde. De Santarém, a sua mãe enviou algumas peças para o seu enxoval. De entre elas, duas finas e belas chávenas de porcelana alemã, chegadas, não se sabe bem como, ao nosso país !. Contudo, o casamento entre a medicina e a enfermagem não correu de feição. Anos mais tarde, a mulher pediu o divórcio (com grande escândalo!) e ficou sozinha com a sua filha mais velha.

 

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Após a sua morte, a filha herdou todos os seus bens, que conservou como se fossem seus. Contudo, com o passar dos anos, a neta, pouco se lembrando da avó, quando chegou a sua vez de dar rumo aos pertencentes por ela deixados, decidiu desfazer-se daquelas belas chávenas, finíssimas, de porcelana alemã, fabricadas na Baviera, um dos mais belos locais do mundo.

 

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A História de um Serviço de Café

16.11.14 | DonaHistoria

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Pertencia a uma senhora, esposa de um médico, residente em Lisboa, na Avenida de Roma. Comprou-o numa loja de louças, na Baixa, que recebia e vendia peças da fábrica Artibus, de Aveiro. Esta fábrica havia sido constituída na década de 40, e reunia um conjunto de trabalhadores, formados na Vista Alegre, produzindo peças de alta qualidade.

 

A senhora ficou maravilhada com o dourado das peças, em «gold porcelain», muita em voga na época. Muito usual era também o estilo Fragonard, segundo o qual eram incluídas nas peças cenas romanticas e cavalheirescas, ao estilo daquele pintor francês. A senhora ficou maravilhada com o dourado daquelas peças, que iriam sobressair no seu móvel inglês, entusiasmou-se com as pinturas romanticas nas chávenas e nos pires, todas elas diferentes.

 

O serviço esteve longos anos fechado no louçeiro desta senhora. Após a sua morte, a sua filha manteve-o intacto, na cristaleira, de onde só saía em dias de festa. Por fim, a sua neta, decidiu desfazer-se dele: ocupava-lhe muito espaço...!

 

 

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