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O CARTEIRO DA SAUDADE

A memória dos tempos passados é feita de objectos que a perpetuam. Aqui, cada peça conta uma história. E existe a possibilidade de ambas passarem a fazer parte da sua vida. Não falamos de antiguidades, falamos de peças com história. Desfrutem!

O CARTEIRO DA SAUDADE

A memória dos tempos passados é feita de objectos que a perpetuam. Aqui, cada peça conta uma história. E existe a possibilidade de ambas passarem a fazer parte da sua vida. Não falamos de antiguidades, falamos de peças com história. Desfrutem!

O Cinzeiro da Real Companhia Velha

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Este emblemático cinzeiro pertenceu a um comerciante, dono de uma loja de vinhos situada na Baixa Lisboeta. Homem do norte, de cepa forte, exibia este cinzeiro no seu escritório, em cima da sua secretária antiga, de torcidos e tremidos. Só gostava de utilizar este cinzeiro porque tinha a marca da mais antiga empresa de vinhos de Portugal, há mais de 250 anos no mercado de produção do vinho do Porto. E o seu charuto repousava naquele cinzeiro de tão bela estampa, quando negociava com os fornecedores mais reticentes da cepa nobre do norte ...

 

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O Cinzeiro da Farmácia

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Este belo cinzeiro pertenceu a uma farmácia centenária, fundada no inicio do século XX junto a uma pequena localidade no concelho de Beja. Os seus fundadores, filhos de uma família nobre da região, decidiram auxiliar o povo daquela terra com a abertura do posto de medicamentos, aproveitando para consolidar também a fortuna que haviam herdado da família.

 

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O estabelecimento foi passando de geração em geração. Os filhos herdaram e mantiveram a farmácia. Como pessoas de posses, tornaram-se coleccionadoras de arte, e receberam de oferta este cinzeiro, proveniente da Real Cerâmica de Coimbra, pintado à mão e assinado, de grande qualidade.

 

Como sabemos, a primeira geração constrói, a segunda mantém e a terceira destrói. E, chegando à terceira geração, os herdeiros levaram o negócio dos avós à falência, não restando sequer o conteúdo da loja como recordação.

 

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A Vida Resolve Tudo - O Prato da Paz.

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Nos idos anos 40 e 50 do século XX, a fábrica Elias & Paiva, como outras no concelho de Alcobaça, fabricavam os chamados "pratos falantes", em louça tradicional, com mensagens acertadas. Neste caso, sobreviveu até aos nossos dias, este grande prato com uma mensagem para certo homem sisudo, de que não valia a pena sofrer, porque a vida resolve tudo... E é bem verdade!

 

Com o seu belo azulão, este prato, que decorava as paredes de uma casa solarenga no nosso Portugal, ainda hoje faz lembrar aos homens e mulheres sisudos deste país, que não vale a pena "stressar" com coisas sem importância. Que bom seria nunca esquecer esta mensagem...

 

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O Prato do Refeitório

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Num colégio lisboeta, tão antigo quanto o próprio século, na década de sessenta, muitas eram as meninas a ele confiadas, orfãs ou pobres, acolhidas para lhes permitirem uma educação condigna, muitas vezes longe de casa. Eram meninas do Alentejo e de todos os cantos do país, protegidas, na capital, por Deus e pelas freiras daquele convento. A casa era enorme e escondia mais angustias que alegrias. Escondia, sobretudo, a saudade dos tempos em que aquelas meninas eram felizes ao lado das suas famílias.

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Junto à cozinha existia um enorme refeitório, composto por 4 filas de mesas e bancos corridos. Nas paredes, para além dos habituas crucifixos, moravam alguns pratos antigos com belas mensagens. Este é um desses pratos, pintadi à mão, que sobreviveu, resgatado durante o processo de encerramento daquela instituição. "Orai sem cessar", diz ele, como conselho às meninas, durante as suas refeições...

 

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A Chávena Sépia

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Nascera em Ílhavo, filha de dois modestos artesãos, trabalhadores na fábrica da Vista Alegre. Nascera numa família remediada, com posses para lhe comprar um enxoval de gente rica. Dele, fazia parte um conjunto de chávenas de chá, produzidas pela Vista Alegre, mas com marca dupla - S.P. Coimbra e Vista Alegre. No inicio dos anos 60, a Vista Alegre adquirira a Sociedade de Porcelanas de Coimbra e todas as peças, que haviam sido produzidas por aquela fábrica, passariam a ter o símbolo da Vista Alegre impresso sobre o antigo. 

 

A rapariga ficou maravilhada com as chávenas, pintadas a sépia, de motivos campestres. Contudo, com o passar dos anos e as caqueiradas, algumas delas foram-se quebrando. O seu filho herdou 3 chávenas, mas destruiu 2 delas. Apenas sobrou uma, sem mácula. Contudo, esta peça única foi vendida pela nora da senhora, que se quis desfazer dela...