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O CARTEIRO DA SAUDADE

A memória dos tempos passados é feita de objectos que a perpetuam. Aqui, cada peça conta uma história. E existe a possibilidade de ambas passarem a fazer parte da sua vida. Não falamos de antiguidades, falamos de peças com história. Desfrutem!

O CARTEIRO DA SAUDADE

A memória dos tempos passados é feita de objectos que a perpetuam. Aqui, cada peça conta uma história. E existe a possibilidade de ambas passarem a fazer parte da sua vida. Não falamos de antiguidades, falamos de peças com história. Desfrutem!

A Senhora das Caixas e Caixinhas

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Nascida na região de Évora, de boas famílias e bem casada, a senhora da Casa Grande era uma dilecta coleccionadora de caixas e caixinhas. Não necessitava de trabalhar para viver comodamente, na sua casa repleta de serviçais e adornada com o melhor recheio que podia conceber. Guardadas numa vitrine, bem no centro de uma das suas salas de estar, repousava uma imensa colecção de pequenas caixas de porcelana, provenientes dos 4 cantos do mundo. 

 

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Contudo, a vida é feita de altos e baixos. Quando a crise bateu à porta da Casa Grande, esta nunca mais seria a mesma... Quase tudo estava perdido! Tudo, menos o mais importante: a vida daquela mulher. Foram-se os aneis, os dedos ficaram... Estas quatro caixas de porcelana integravam a colecção que também perdera... Contudo, com a sua fé, a senhora que foi da Casa Grande, voltaria a vencer...

 

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O Natal da Avó Alentejana

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Num monte modesto, perdido da gente, na solidão da planície, habitava a boa avó. Não era muito velha, nem o rosto estava pregado de rugas como deveria estar a face de todas as avós. Tudo começara cedo na sua vida! Por isso já tinha duas netas, duas netas a seu cargo, que a faziam duvidar se era mãe, se era avó. Cuidava das meninas como se suas, e só suas filhas, fossem.

 

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Nunca mais as duas crianças se esqueceriam do Natal na casa da avó alentejana; que não era avó, era mãe! A avó tinha uma lareira com uma grande chaminé, onde repousavam os pratos de Natal da Vista Alegre, que coleccionava com afinco. Era a única coisa que havia coleccionado na vida, os belos presépios com o Menino Jesus, presos naqueles pratos de porcelana.

 

As meninas cresceram, a avó envelheceu e adoeceu como todas as avós. As meninas são mulheres e a avó já não existe. Mas os pratos que, na lareira repousavam, dois deles ainda subsistem.

 

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O Pote de Rosas da Farmácia

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Este belo pote pertenceu a uma farmácia centenária, fundada no inicio do século XX junto a uma pequena localidade no concelho de Beja. Os seus fundadores, filhos de uma família nobre da região, decidiram auxiliar o povo daquela terra com a abertura do posto de medicamentos, aproveitando para consolidar também a fortuna que haviam herdado da família.

 

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O estabelecimento foi passando de geração em geração. Os filhos herdaram e mantiveram a farmácia. Como pessoas de posses, tornaram-se coleccionadoras de arte, e adquiriram, na fábrica da Vista Alegre, um conjunto de vasos de farmácia, dos quais este é o último que chegou até nós, para decorar o estabelecimento. 

 

Como sabemos, a primeira geração constrói, a segunda mantém e a terceira destrói. E, chegando à terceira geração, os herdeiros levaram o negócio dos avós à falência, não restando sequer o conteúdo da loja como recordação.

 

 

 

 

O Pote de uma Pequena Artista

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Ela estudava no Colégio Moderno. Era filha de um casal alentejano radicado em Lisboa, de classe média-alta, na década de 60. Os pais sonhavam que tirasse um curso bom, sério, de preferência na Faculdade de Letras. Mas a menina só gostava de rabiscar, fazer desenhos, queria ser artista... Sonho vão, pois os pais nunca o permitiriam...

 

Como era de bom tom, pediu para aprender a pintar louças, cerâmica, talvez os pais concordassem com tal ocupação, consentânea a uma menina da sua condição. Os pais anuiram e a rapariga lá se inscreveu num pequeno curso na Fundação Ricardo Espírito Santo.

 

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Uma das primeiras peças que comprou, quando começou a ganhar dinheiro para a sua independência, foi este pote chinês, adquirido numa casa da Baixa, que só vendia peças importadas da China. 

 

Passados estes anos, a menina tornou-se mulher e o tempo foi o seu algoz. Faleceu sem descendentes e o pote necessita de um novo lar...

 

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