Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CARTEIRO DA SAUDADE

A memória dos tempos passados é feita de objectos que a perpetuam. Aqui, cada peça conta uma história. E existe a possibilidade de ambas passarem a fazer parte da sua vida. Não falamos de antiguidades, falamos de peças com história. Desfrutem!

O CARTEIRO DA SAUDADE

A memória dos tempos passados é feita de objectos que a perpetuam. Aqui, cada peça conta uma história. E existe a possibilidade de ambas passarem a fazer parte da sua vida. Não falamos de antiguidades, falamos de peças com história. Desfrutem!

Trabalhar nos Anos 50...

 

 

Este equipamento de escritório, dos anos 50, da marca portuguesa SEEL - Sociedade de Equipamento de Escritório Ldª - pertenceu, em primeira mão, a um negociante judeu que tinha o seu escritório num prédio da Baixa de Lisboa. Na altura, usava-se este mobiliário em chapa de aço, dado que era muito resistente e agradavelmente estético.

 

CAM01119.jpg

 

 

A provar a sua resistência durou mais de 20 anos na mão do dito comerciante, tendo depois sido utilizado por uma empresa de equipamentos hoteleiros, onde se manteve em funções durante mais 30 anos. Na actualidade, a secretária e a cadeira ainda estão ao serviço, como as fotos comprovam. A cadeira nem sequer tem rasgões nas costas e no assento, o que comprova a qualidade deste material português.

 

CAM01122.jpg

 

 

A SEEL foi fundada em 1942 e tinha a sua sede na Praça dos Restauradores, em Lisboa. Fabricava este tipo de mobiliário e comercializava máquinas de calcular e de endereçar. Mais tarde, passou a denominar-se SELDEX.

 

CAM01124.jpg

 

 

 

 

Sigam-nos no Facebookhttps://www.facebook.com/profile.php?id=100007072242118
Sigam-nos no Pinteresthttp://pt.pinterest.com/DonaHistoria/
Sigam-nos no Twitterhttps://twitter.com/Dona_Historia

 

 

Memórias de uma Família Macaense

DSCF1877.JPG

 

 

 

Ela nasceu na província portuguesa de Macau, filha de pai português e mãe chinesa. O pai, médico do hospital português de Macau, tudo fez para que a filha lhe seguisse os passos na sua profissão. Foi com gosto, que a jovem veio estudar medicina para Portugal. Logo terminado o curso, regressou a Macau, onde queria exercer a sua profissão.

 

Em 1999, quando Macau retornou à China, os pais da jovem, com medo do que podesse vir a acontecer no território, retornaram a Portugal, trazendo todo o recheio da sua luxuosa casa, havendo o Estado português comparticipado com as custas de transporte. Contudo, a jovem manteve-se no território, ciente que era mais necessária ali do que em Portugal.

  

DSCF1879.JPG

 

 

 

Os anos foram passando e a jovem constituiu família. A situação em Macau encontra-se estabilizada e os pais querem retornar ao território para passarem com a família o resto dos seus dias. Contudo, o transporte é muito caro, e eles viram-se obrigados a desfazerem-se de grande parte do seu património.

 

Este belo prato de porcelana chinesa, fabricado em Macau, fazia parte da colecção particular deste médico.  É um prato de grandes dimensões.

 

 

 

 

 

O Prato - Brasão de Armas dos Açores

DSCF1869.JPG

 

 

 

 

Este prato, produzido pela Vista Alegre, nos anos 80, com o apoio do Governo Regional, numa edição limitada, pertenceu a um nobre açoriano, radicado no continente, que veio a falecer sem descendência. Era o último da sua linhagem....

 

DSCF1871.JPG

 

 

 A peça representa o Brasão de Armas dos Açores. Vamos entendê-lo:

 

1. Ao cimo, a representação do Açor, a azul, carregado de 9 estrelas (as 9 ilhas)

2. Os 2 touros de negro, com coleiras, acorrentados, seguram 2 bandeiras: uma representa a Ordem de Cristo, outra a pomba do Espírito Santo.

3. Divisa: "Antes morrer livres que em paz sujeitos".

 

Os toiros representam a histórica batalha da Salga de 1582, em que toiros (sabe-se hoje que terão sido vacas bravas) foram soltos em ruas de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, contra os invasores espanhóis, durante a união da Coroa de Portugal e da Espanha.

 

O arquipélago dos Açores, mais concretamente a ilha Terceira, foi o último território a resistir a essa união e daí resultou a expressão «Antes morrer livres que em paz sujeitos».

 

 

 

 Sigam-nos no Facebookhttps://www.facebook.com/profile.php?id=100007072242118
Sigam-nos no Pinteresthttp://pt.pinterest.com/DonaHistoria/
Sigam-nos no Twitterhttps://twitter.com/Dona_Historia

A Colecção de um Engenheiro

DSCF1861.JPG

 

No final dos anos 80, um jovem casal de engenheiros, viciados em colecções, adquiriu um belo conjunto de pratos relativos a uma colecção, então iniciada pela Philae, intitulada «As Nossas Aves Canoras». Eram 6 belíssimos pratos de porcelana, de dimensões consideráveis, pintados a partir de desenhos executados pelo artista Rui França, demonstrando belos pássaros empoleirados, facilmente observáveis na flora e fauna portuguesas.

 

DSCF1865.JPG

 

 

Na belíssima vivenda dos arquitectos, estes pratos ocupavam lugar de destaque numa parede central da sala. Quem os visitava, ficava extasiado com as cores e a beleza daqueles belos pássaros, tão reais.

 

DSCF1866.JPG

 

 

Contudo, com a crise económica com que Portugal se debateu nos últimos anos, o casal que já não é tão jovem, perdeu a casa e o seu recheio. E os belos pratos já não povoam aquele magnífico ambiente...

 

 

 

 

 

 Sigam-nos no Facebookhttps://www.facebook.com/profile.php?id=100007072242118
Sigam-nos no Pinteresthttp://pt.pinterest.com/DonaHistoria/
Sigam-nos no Twitterhttps://twitter.com/Dona_Historia

A Chávena que veio do Japão

DSCF2291.JPG

 

 

Português, nascido em Macau, no inicío do século XX, Silva era o protótipo do português nascido na Ásia. Funcionário público da administração portuguesa no território, adorava passear. Numa das suas voltas pelo continente asiático, visitou o Japão, que se estava a erguer após a retumbante derrota imposta pelos Aliados durante a II Guerra Mundial. Nessa viagem, adquiriu um conjunto de chávenas belíssimas, de porcelana fina, repletas de rosas e com acabamento imitando a madre-pérola. Ofereceu-as à sua dilecta esposa, que as adorou.

 

DSCF2281.JPG

 

 

 

Com o passar dos anos, as chávenas passaram para as mãos da sua filha. Com a restituição de Macau à China, em 1999, esta voltou a Portugal, mas a vida não lhe sorriu. Viu-se obrigada a desfazer-se de alguns bens de família, entre eles as raras chávenas que o seu pai comprara no Japão, nos anos cinquenta.

 

 

 

 

 

 

Sigam-nos no Facebookhttps://www.facebook.com/pages/Vintage-Portugal-Arte-e-Decora%C3%A7%C3%A3o/791430007545872?ref=hl
Sigam-nos no Pinteresthttp://pt.pinterest.com/DonaHistoria/
Sigam-nos no Twitterhttps://twitter.com/Dona_Historia