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O CARTEIRO DA SAUDADE

A memória dos tempos passados é feita de objectos que a perpetuam. Aqui, cada peça conta uma história. E existe a possibilidade de ambas passarem a fazer parte da sua vida. Não falamos de antiguidades, falamos de peças com história. Desfrutem!

O CARTEIRO DA SAUDADE

A memória dos tempos passados é feita de objectos que a perpetuam. Aqui, cada peça conta uma história. E existe a possibilidade de ambas passarem a fazer parte da sua vida. Não falamos de antiguidades, falamos de peças com história. Desfrutem!

A Casa SENNA

Quem não conhece a Casa Senna, dedicada à venda de produtos desportivos, na esquina da Rua Nova do Almada, em Lisboa? É a primeira loja de artigos desportivos em Portugal, inaugurada em 1834 por Alexandre José de Senna. 

 

Em 1903, por despacho do rei D. Carlos I, a Casa Senna foi nomeada fornecedora da Casa Real, o que lhe valia a permissão de colocar as armas reais portuguesas no frontispício do seu estabelecimento. 

 

Ao longo dos seus 180 anos de existência, esta empresa conheceu vários donos, tendo no final do século XX conhecido difíceis períodos. O primeiro terá sido durante a revolução de 25 de Abril de 1974, e o segundo foi em 1988, ano em que o Chiado foi atingido por um grande incêndio, que destruiu um dos armazéns da empresa. 

 

Em 1991, ultrapassando estas vissicitudes, a firma instituiu a sua primeira prova de atletismo, denominada «15 Km Casa Senna», uma forma de publicidade e estímulo a todos os seus clientes.

 

As peças que apresentamos, tratam-se de 2 medalhas referentes a esta competição de atletismo, relativas ao ano de 2000 e 2001.

 

 

 

Para mais informações:  http://olx.pt/ad/2-medalhas-em-bronze-atletismo-IDwhgdp.html

 

 

 

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Ainda se lembram da SOREFAME?

A SOREFAME, como era conhecida a empresa Sociedades Reunidas de Fabricações Metálicas, S.A.R.L. foi uma unidade industrial fundada pelo engenheiro Ângelo Fontes, em 1943, na Porcalhota, actual Amadora.  Pensada para o fabrico de equipamentos hidromecânicos, a partir dos anos 50 tornou-se numa importante construtora de material circulante ferroviário.

 

No início da década de 50, a CP remodelou e eletrificou todas as linhas da região de Lisboa, especialmente a linha de Sintra. Para a construção de composições, a SOREFAME associou-se a uma empresa americana,  a Budd Company, de modo a obter o know-how necessário. Essas 3  composições foram as primeiras a ser produzidas na fábrica da Venda Nova. Depois da CP, a empresa produziria para o Metropolitano de Lisboa e, internacionalmente, para o Metropolitano de Chicago, nos E.U.A..

 

Durante o início da década de 1970, esta empresa conheceu o seu auge de produção. Empregava cerca de 4100 operários, empregava a tecnologia mais sofisticada e havia-se implementado no mercado internacional. Em 1974 receberia uma encomenda de 30 locomotivas para a Rodésia. 

 

Com o 25 de Abril, a empresa conhece um período de grandes dificuldades, tendo em conta a instabilidade política, económica e social do país, que veio a reduzir a sua competitividade em termos internacionais. Em 1990, a empresa é integrada no grupo SENETE. Em 1995, a empresa é integrada no grupo ADtranz-ABB, o maior produtor de material circulante do mundo. Em 2001, este grupo foi adquirido pela Bombardier Transportation, uma empresa canadiana, que encerraria as portas de uma fábrica com mais de 50 anos de experiência e uma das melhores do mundo na sua área.

 

Estas peças são recordações de quando aquela era uma das empresas mais pujantes deste país, reunindo os seus funcionários no Clube SOREFAME, onde realizavam torneios de pesca, de desporto e outras festividades.

 

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Açores: um paraíso com História

     O arquipélago dos Açores parece ter sido reconhecido, pela primeira vez, em 1427, quando um navio pilotado por Diogo de Silves terá atingido o arquipélago, nomeadamente as ilhas orientais e centrais, segundo é possível observar no mapa de Valseca.

 

    Apenas em 1439 podemos encontrar um mapa do mesmo autor, feito em Maiorca, onde já são representadas as 9 ilhas que constituem o arquipélago dos Açores. Ainda desse ano, data uma carta régia na qual se afirma que o Infante D. Henrique mandara lançar ovelhas «nas 7 ilhas dos Açores» e que se fosse vontade do monarca, as mandaria povoar. Trata-se do primeiro documento oficial onde se observa uma referência ao arquipélago.

 

    Em 1452, seria fundado o primeiro convento de franciscanos em Angra, na ilha Terceira. Data do mesmo ano o provável reconhecimento ou tomada de posse, por Diogo de Teive, das ilhas ocidentais, Flores e Corvo.

 

    Em 1989, comemorando o 550 anos do descobrimento/reconhecimento/achamento dos Açores (de acordo com as mais diversas teorias contrastantes), o INCM decidiu cunha uma moeda, belíssima, que congrega as datas mais importantes da fase incial deste arquipélago, bem como alguns símbolos a ele associados, como as 9 estrelas representando as nove ilhas e a caravela, com que Diogo de Silves aportou naquelas terras paradisíacas.

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O Círio Saloio: Festas em honra de Nª. Srª. do Cabo Espichel

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O culto a Nossa Srª. do Cabo Espichel ou Santa Maria da Pedra da Mua é de origem medieval e uma das mais importantes manifestações de religiosidade popular do nosso país. Tudo teve inicio com o miraculoso achamento de uma imagem de Nossa Senhora num penedo junto ao Cabo Espichel, durante o século XIV. O culto ter-se-à alargado pelas localidades vizinhas da margem sul do Tejo, mas sobretudo implementar-se-ia na região saloia, do lado norte do rio. 

 

O Círio era constituído por um grupo de romeiros que levava sempre uma vela acesa (o círio). Na fase inicial do culto, os romeiros das freguesias saloias combinavam entre si organizar-se para a execução de uma procissão anual (o giro), onde cada uma delas ia, à vez, prestar culto a Nossa Senhora à sua ermida no Cabo Espichel. 

 

Desde o século XVIII, o Círio é constituído por 26 freguesias:  S. Vicente de Alcabideche, S. Romão de Carnaxide  S. Julião do Tojal, S. Pedro de Penaferrim, Nª Srª da Misericórdia de Belas, Stª Maria de Lourdes, S. Lourenço de Carnide, S. Pedro de Barcarena, S. Pedro de Lousa, Stº Antão do Tojal, Nª Srª da Purificação de Oeiras, Nª Srª do Amparo de Benfica, S. Domingos de Rana, S. João das Lampas, Nª Srª da Purificação de Montelavar, Nª Srª de Belém de Rio de Mouro, Nª Srª da Ajuda de Belém, Ascensão e Ressurreição de Cascais, Santíssimo Nome de Jesus de Odivelas, S. Martinho de Sintra, S. Pedro de Almargem do Bispo, Stº Estêvão das Galés, Nª Srª da Conceição da Igreja Nova, S. João Degolado da Terrugem, S. Saturnino de Fanhões, Stª Maria e S. Miguel de Sintra.

 

A partir de 1887 foi introduzida uma mudança no antigo ritual. Em vez da longa procissão dos romeiros até ao Cabo Espichel, instituiu-se uma imagem peregrina entregue directamente entre as freguesias, deixando de se verificar a deslocação ao santuário.

 

A peça que aqui mostramos trata-se de uma medalha cunhada por ocasião das festas em honra de Nossa Senhora do Cabo Espichel, quando esta visitou a freguesia de S. Martinho de Sintra, vila de Galamares, nos anos 1979 e 1980.

 

Para saber mais sobre esta peça:http://olx.pt/ad/medalha-nossa-sr-do-cabo-espichel-1980-IDwFO4M.html

 

 

 

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